A cidade de Lagoa Seca foi marcada por uma tragédia no último fim de semana. Na saída de um dos eventos mais esperados na época junina, o SOUL JOÃO, um homem, figura conhecida no município de Guarabira, foi assassinado. Segundo relatos, o crime teria sido cometido pelo atual companheiro da ex-esposa da vítima, após uma série de provocações iniciadas por ela contra a atual companheira do homem.
A motivação, ainda sob investigação, aponta para ciúme e um sentimento de posse que não se dissolveu com o término. A ex-esposa teria criado a situação, com indiretas e confrontos diretos. O atual parceiro, descrito como “emocionalmente desregulado”, reagiu com violência fatal.
Quando o ciclo não fecha, ele cobra preço
Para a psicologia, casos como esse escancaram o perigo do luto mal elaborado. Terminar um relacionamento não é só assinar papéis ou mudar de casa. É um processo interno.
Quando alguém não aceita o fim, mantém a ideia de posse sobre o outro. A vida do ex vira gatilho. Cada nova conquista, cada nova relação dele, é lida como ofensa pessoal. Aí surgem as provocações, as “indiretas”, a necessidade de marcar território num relacionamento que já acabou.
E do outro lado, parceiros atuais que entram nesse jogo também demonstram fragilidade. Uma pessoa emocionalmente regulada não mata por ciúme. Ela sai da situação, protege quem ama e aciona a lei.
Amor-próprio é o freio
A grande questão é: por que alguém se permite viver em função de um ex?! A resposta costuma ser interpretativa através de um fenômeno chamado “recalque” na psicanálise, baixa autoestima e falta de amor-próprio.
Quem está bem consigo não vigia rede social de ex. Não cria briga em festa. Não precisa provar nada pra ninguém. Porque a validação vem de dentro. O término dói, mas não destrói a identidade.
Sinais de alerta que não podem ser ignorados:
1. Vigilância: Monitorar ex, saber de rotina, criar perfis fake.
2. Provocação: Indiretas, exposição, ir a lugares pra gerar confronto.
3. Discurso de posse: “Ele ainda é meu”, “Ninguém vai ser feliz com ele”.
4. Parceiro atual reativo: Ciúme patológico, agressividade, histórico de violência.
Se você se vê nisso, ou vê alguém próximo, é hora de buscar ajuda. Terapia não é fraqueza. É o que impede que uma dor emocional vire tragédia real. Todo término exige elaboração. Chorar, sentir raiva, aceitar, ressignificar e seguir. Pular essa etapa é carregar o fantasma do relacionamento pra vida toda — e arrastar outros pro buraco junto.
Que a morte em Lagoa Seca-PB não seja só estatística. Que seja um alerta: ciúme não é amor! Posse não é cuidado! E orgulho ferido não vale uma vida!
Se estiver vivendo um término difícil ou um relacionamento com sinais de violência, procure um psicólogo. Em caso de risco imediato, ligue 190 ou 180.
Psicóloga e Sexóloga
Danielle Azevedo – CRP 13/4556
@danielleazevedopsi

