Bolsonaro e as chances de reeleição estão na análise da coluna Prós e Contras desta quinta-feira

Por Fonte83 - 25/11/2021

Hoje, o Prós e Contras avalia as chances de reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

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O presidente Jair Bolsonaro é candidato à reeleição. Isso representa uma vantagem que, em qualquer eleição, chega a ser desproporcional, já que, sentado na cadeira de presidente, Bolsonaro comanda a inciativa política e administrativa, pode criar programas sociais, movimentar-se livremente pelo país com custos bancados pelo erário, ter ampla visibilidade e presença na mídia.  
 
Contra
Jair Bolsonaro terá muito o que explicar ao eleitorado. Na pandemia, a postura negacionista do presidente é apontada como a principal responsável pelas mortes de mais de 350 mil brasileiros, das mais de 600 mil ocorridas no Brasil. Até meados de 2021, 13% das mortes por Covid no mundo tinham acontecido no Brasil, que representa apenas 2,7% da população planetária. Fora o atraso e as graves denúncias de corrupção na compra de vacinas. Na economia, o Brasil começará 2022 com mais de 13 milhões desempregados, com os salários dos trabalhadores apertados e grande informalidade causada pela “uberização”.
 
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Candidato à reeleição no cargo, Bolsonaro pode manusear o orçamento, liberar recursos para arrebanhar apoios de deputados, senadores, prefeitos e governadores, atrair partidos para alianças eleitorais com o objetivo de ter mais tempo de TV e mais recursos do fundo partidário, além de criar ministérios para acomodar novos aliados.
 
Contra
Jair Bolsonaro se elegeu prometendo acabar com as “mamatas” e combater a corrupção. Em menos de três anos de governo, só os gastos com o Cartão Corporativo da presidência ultrapassaram R$ 40 milhões e Bolsonaro determinou o sigilo no detalhamento desses gastos. O filho Flávio Bolsonaro está envolvido no escândalo das rachadinhas. O chamado Centrão comanda hoje a articulação política do governo e o presidente anunciou a filiação ao Partido Liberal, de Waldemar da Costa Neto, condenado e preso por corrupção.  
 
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A estratégia de Bolsonaro é, mesmo com todo o desgaste, manter parte do eleitorado fiel que lhe permita uma votação que consiga leva-lo ao segundo turno, onde pretende enfrentar Lula para uma batalha de vida ou morte. Nesse caso, o que aconteceu na campanha de 2018 terá sido apenas um aperitivo para o que pode acontecer a um candidato acuado e ameaçado de prisão.
 
Contra
Desde que foi aprovada a reeleição, nenhum presidente-candidato foi derrotado. Fernando Henrique, Lula e Dilma conseguiram suas reeleições. Só que nenhum deles entrou na disputa tão desgastado quanto Bolsonaro entrará em 2022. Segundo a última pesquisa Datafolha, 53% do eleitorado consideraram o governo ruim e péssimo, enquanto apenas 22% disseram ser ótimo e bom. Para piorar a situação, 59% afirmaram que não pretendem votar em Bolsonaro de jeito nenhum. Pontuando próximo dos 25% nas pesquisas e perdendo para quase todos os candidatos no segundo turno, o projeto de reeleição do atual presidente parece ser a cada dia mais inviável.