Arrependei-vos

Por Fonte83 - 21/06/2021

Esse fim de semana o Brasil ultrapassou a triste marca de mais de 500 mil pessoas mortas por conta da covid-19. Dificilmente, algum dos sobreviventes não tem em sua lista um nome de familiar, parente, amigo ou conhecido que partiu por ter sido acometido pela doença.

A pandemia atingiu o mundo inteiro e, por isso, é chamada pandemia. No mundo inteiro milhões de pessoas morreram. Então, qual a diferença desses outros países para o Brasil?

A diferença é o presidente que governa a nação. Em nenhuma das demais nações se viu um presidente desdenhar dos mortos, fazer piadinha sem a menor graça sobre os casos ou minimizar o sofrimento de seu povo pelas perdas contabilizadas.

Frases como: “Não sou coveiro”, “Chega de frescura, de mi mi mi. Vão ficar chorando até quando?”, “E daí, lamento, fazer o quê?” são apenas algumas que descrevem o chefe da nossa nação nesse atual momento.

Saindo da teoria, teve também práticas condenáveis como aglomerações, o não uso de máscara, evento com motos e por aí vai.

Nossa nação vive a dor dos mortos e a vergonha de ter um presidente que não se importa nem um pouco com os números e menos ainda com o sofrimento do seu povo.

Faz rodízio de ministros da Saúde numa hora em que todas as cabeças mais inteligentes deveriam estar sentando juntas para apresentar soluções, fossem essas cabeças de que partido fossem.

Agora, chega de discutir quem votou ou deixou de votar nesse cidadão que nunca, jamais, em tempo algum representou esse povo sofrido.

É hora apenas de olhar com amor para as pessoas e pedir, humildemente: “Arrependei-vos”.

No próximo ano, na hora de votar para presidente, arrependei-vos de um dia ter votado nesse cidadão e façam uma nova escolha.

“Acima de nossas diferenças, sempre estarão vidas. Quem perde a humanidade, não tem mais nada a oferecer”.

*Foto: Ricardo Oliveira/Tyba