A dor de uma mãe que perdeu o filho para o tribunal das redes sociais

Por Fonte83 - 03/08/2021

Eu tenho um filho com 19 anos. Eu tenho um amor tão grande que nunca saberei explicar em palavras, porque o português não tem palavras para descrever esse amor, na aritmética não foi inventado um número que possa medir o amor de uma mãe.

Mas, a história vem contando pra gente, desde a antiguidade, a dor que é uma mãe que perde um filho. E aí eu me lembro de Maria, nossa Mãe Santíssima, mãe de nosso guia e mestre Jesus. Mesmo sabendo que dera à luz a um filho que veio para ultrapassar o sofrimento da carne para mostrar que é pelo Espírito que se vive, que dor tão grande Ela viveu ao ver seu menino pregado à cruz.

Hoje – dia 3 de agosto de 2021 – os tribunais das redes sociais fizeram verter sangue de mais um filho amado. A crueldade desenfreada dos juízes da internet fechou os olhos para o amor e a compaixão ensinados pelo Cristo e crucificou mais um.

Sim, estou falando do filho da cantora Walkyria Santos. Que dor tão imensa essa mãe está sentindo, porque atiraram seu filho à crucificação. Logo ela, que alegra a tanta gente com sua voz maravilhosa, com as músicas que interpreta.

Eu “conheço” Walkyria desde a minha adolescência e não saberia contabilizar quantas vezes fui embalada por sua voz e quantos momentos felizes vivi junto de amigos e familiares que amo dançando ao som dessa cantora.

Hoje, a dor de Walkyria é a dor de todas as mães brasileiras e é também um alerta a todas nós.

Contava há pouco a uma amiga o quanto fui julgada quando levei meu filho, à época com apenas 7 anos de idade, a uma psicóloga. Mãe solteira, só por isso eu já era julgada, claro. “Se não tivesse deixado o marido, não estava passando por isso”. Era o que eu lia nos olhares julgadores.

Nunca me importei. Graças a Deus sempre tive a mente aberta e sempre soube a importância de cada profissão em nossas vidas. Deus não permitiu o nascimento da psicologia à toa em nosso mundo. Tão misericordioso que é, sabia que todos nós um dia precisaríamos desses profissionais que se dedicam a impedir que nossa mente no leva às trevas, porque nunca foi, e nunca será, falta de fé.

Ela levou o menino dela, mas não deu tempo. A crueldade humana já o havia destruído tanto, que não tempo.

E foi com ela, famosa, para que todas nós, mães, possamos entender o alerta que ela mesma, apesar da dor que está sentindo, fez questão de nos transmitir: “Fiquem atentos aos sinais”.

O pior de todos os sinais é a impiedade daqueles que usam as redes sociais como uma arma e a miram na cabeça de qualquer um, sem o menor escrúpulo, e atiram sem dó e nem piedade. E matam. Matam sem sentir remorso. Matam sem se aterrorizar.

Porém, não são apenas os pais das vítimas que devem ficar atentos. Os pais dos agressores também precisam conhecer o nível de perversidade que seus filhos andam cometendo no mundo digital.

Todos precisam estar alertas.

À você Walkyria, meu mais profundo sentimento de compaixão e empatia. A sua dor hoje, é a minha dor. A sua lágrima cai no meu colo. O seu alerta, é o meu alerta.

Que Deus nosso Pai te fortaleça. Que Jesus Cristo te abençoe. Que Maria Santíssima te cubra e te aqueça em seu manto Sagrado.