Foto: Reprodução.

Em entrevista ao programa Senso Crítico, da FGTV, nesta terça-feira (8), o diretor do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Paulo Henrique, confirmou a greve dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal a partir da 0h desta quinta-feira (10). Segundo ele, a paralisação foi aprovada em assembleia após a categoria rejeitar as propostas apresentadas pelas duas instituições. O movimento será por tempo indeterminado.

Paulo Henrique explicou que os trabalhadores de outras instituições financeiras aceitaram os acordos apresentados, mas que Banco do Brasil e Caixa possuem negociações específicas. “Na sexta-feira nós rejeitamos a proposta apresentada pela Fenaban para os seguintes bancos: Banco do Brasil e Caixa Econômica. Para os demais bancos, BRB, BNB e bancos privados, os bancários desses bancos assinaram o acordo”, afirmou durante a entrevista ao Senso Crítico.

Ao detalhar a situação da Caixa, o diretor criticou o índice apresentado aos trabalhadores. “Na Caixa Econômica, por exemplo, o índice, só para vocês terem uma ideia, foi de 0,6%. Ou seja, a cada R$ 1 mil de ganho, você tem um ganho real de R$ 6. É muito pouco para o trabalho dos bancários e bancárias”, disse. Ele também apontou o impacto das mudanças no Saúde Caixa e afirmou que o conjunto das condições negociadas pode reduzir o ganho efetivo dos trabalhadores.

Em relação ao Banco do Brasil, Paulo Henrique citou, além do reajuste, as condições de trabalho e a falta de funcionários nas agências. “A gente pede concursos públicos”, afirmou. Segundo ele, a insuficiência de pessoal também afeta o atendimento aos clientes. “Se você chega na Caixa Econômica Federal, você não passa menos do que um turno lá para poder resolver seu problema”, declarou.

Durante o Senso Crítico, o diretor ressaltou que a paralisação tem como objetivo pressionar pela retomada das negociações e afirmou que a categoria não pretende prejudicar os clientes. “A gente encaminha o que os nossos representados querem. Eles sentem no ambiente de trabalho que a proposta é insuficiente e a gente quer abrir um canal de negociação”, afirmou. Ao defender novas contratações, concluiu: “A gente quer mais concurso, a gente quer mais colegas atendendo.”

Assista ao programa Senso Crítico da FGTV:

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