O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou nas redes sociais um documento falso atribuído à Polícia Federal (PF) que supostamente atestaria não haver indícios de crimes nas conversas mantidas pelo parlamentar com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A PF negou a autoria do documento, que apresenta uma marca d’água associada ao gerador de conteúdo sintético da OpenAI.
O suposto relatório circulou nas redes sociais com a alegação de que as conversas entre Nikolas e Vorcaro teriam “natureza pessoal e profissional”. O documento apresenta inconsistências, como um erro de português no item 7.3, onde aparece a expressão “contato salvado como Nikolas Dep”, além de uma data de extração de dados que coincide com o dia da prisão de Vorcaro, em 18 de novembro de 2025.
O compartilhamento ocorreu no mesmo contexto da divulgação de mensagens e áudios envolvendo Nikolas e Vorcaro. Em uma gravação publicada nesta quinta-feira (3), o deputado aparece pedindo ajuda ao então banqueiro para a liberação de um ativo minerário ligado a um amigo e advogado. Mensagens também indicam que Vorcaro afirmou ter bancado voos de Nikolas e, em determinado momento, cogitou tornar a informação pública após se irritar com uma publicação do parlamentar.
O documento falso chegou a ser publicado por Nikolas nos stories do Instagram e permaneceu disponível por mais de 20 horas, antes de ser retirado. À época, o deputado possui cerca de 22 milhões de seguidores na plataforma. Procurada sobre o caso, a assessoria de Nikolas afirmou que ele apenas “republicou o conteúdo através de um portal” e que, depois de descobrir que o documento era falso, o parlamentar o apagou.
A publicação original que deu início à troca de mensagens entre Vorcaro e Valadão havia sido feita por Nikolas em abril de 2024, quando o deputado criticou a participação de autoridades brasileiras em um evento em Londres patrocinado pelo Banco Master. O episódio posteriormente também envolveu o pastor André Valadão, que confirmou ter intermediado um contato entre Nikolas e Vorcaro, mas negou qualquer envolvimento com negócios ou atividades do banco.
Veja o documento falso compartilhado por Nikolas Ferreira no Instagram:





