O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) criticou nesta sexta-feira (4) o fim da cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 sem uma contrapartida para empresas brasileiras. O ex-governador de Minas Gerais participou de um encontro com comerciantes e empresários do setor varejista ligados à União Santa Ifigênia, no Centro de São Paulo.

A manifestação ocorreu um dia após o Senado aprovar a medida provisória que extingue a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O texto, que segue para sanção presidencial, também estabelece um mecanismo para avaliar os impactos econômicos da isenção sobre os setores produtivos brasileiros.

Durante o encontro, Zema classificou a medida como um “absurdo” e afirmou que ela estabelece uma concorrência desleal para os comerciantes brasileiros. Segundo o candidato, empresas instaladas no país enfrentam custos tributários e trabalhistas que não são aplicados da mesma maneira aos vendedores estrangeiros. “Quem está lá fora não enfrenta nada dessas dificuldades e coloca o produto aqui sem pagar nada de custo do Brasil. Quem está aqui gerando emprego, pagando imposto, não tem o mesmo tratamento”, afirmou.

Após a reunião, Zema defendeu que a eventual redução da tributação também deveria beneficiar empresários brasileiros. Para ele, as regras atuais podem estimular empresas nacionais a transferirem suas operações para outros países para vender produtos diretamente aos consumidores brasileiros. “Sou favorável [ao fim], mas deveria estender para quem gera imposto, para quem paga imposto aqui, para quem gera emprego”, declarou.

O candidato também criticou a política econômica do governo federal e afirmou que o ambiente atual estaria prejudicando a atividade empresarial. Zema disse que o Brasil estaria registrando aumento de recuperações judiciais e falências e acusou o governo de “demonizar e criminalizar” empresários.

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