Sheyner Asfóra, presidente Abracrim, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa.

O presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), Sheyner Asfóra, comentou durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, sobre a crise envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A entidade se posicionou pelo afastamento cautelar do ministro.

“Então, realmente uma crise instalada institucionalmente no Brasil, envolvendo exatamente o Banco Master, envolvendo o Vorcaro, e aí também com o ministro Alexandre de Moraes. E entendemos, após ouvir toda a diretoria nacional, conselho superior, representações estaduais da Abracrim, de nos posicionarmos. Uma vez que a Abracrim tem posição, uma vez que a Abracrim tem representatividade, tem alcance nacional e não poderia deixar de se posicionar. E aí nos posicionamos dizendo das graves ocorrências, e inclusive nos posicionamos pelo afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes.”

Sheyner ressaltou que o posicionamento da entidade não significa uma condenação antecipada de Moraes, mas uma defesa da apuração dos fatos. “Não é que ele seja condenado, não estamos aqui colocando isso; queremos que sejam apurados os fatos, lhe dando contraditório, ampla defesa, e aí nos posicionamos por esse afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes.”

O advogado também cobrou transparência do Supremo Tribunal Federal diante das informações que vieram a público. “Então, estamos numa transparência, né, na República, e o Supremo Tribunal Federal tem que dar o exemplo. Tem que partir do Supremo Tribunal Federal esse exemplo de que se adotem as devidas providências. Tá ficando constrangedor.”

Ao explicar os próximos passos, Sheyner afirmou que eventuais medidas precisam passar pelo colegiado da Corte. “Tem que realmente levar ao pleno, o pleno sendo soberano para discutir. E isso vai acabar tendo essa sessão, se vai instaurar, se não vai instaurar, se vai se autorizar, se não vai ser autorizado, tem que se ter.” Segundo ele, o momento exige esclarecimentos para preservar a credibilidade do STF.

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