O candidato ao Senado Federal pelo Partido Liberal (PL), Marcelo Queiroga, elevou o tom da disputa eleitoral nesta sexta-feira (28) ao comentar a movimentação dos adversários em busca de apoio dentro das próprias chapas. O ex-ministro da saúde ironizou as articulações e afirmou que o cenário pode abrir espaço para sua candidatura. “A gente sabe que do outro lado o chifre tá comendo no Centro”, brincou. A declaração ocorreu em meio à disputa por duas vagas ao Senado pela Paraíba.
Queiroga avaliou que, diante da atual configuração eleitoral, todas as vagas permanecem em aberto e citou o empate técnico com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e ao ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos) apontado pela primeira pesquisa Quaest sobre a corrida ao Senado. O candidato também destacou que decidiu concorrer sem formar uma segunda candidatura em sua chapa. “Estamos disputando essa vaga, né? Então a gente tem que discutir com toda a seriedade as duas”, afirmou durante entrevista à TV Norte Paraíba.
Ao detalhar sua estratégia, Queiroga voltou a criticar o que classificou como “parasitismo de uma candidatura sobre outra” e disse que pretende concentrar sua campanha no contato direto com o eleitor. “Eu vou fazer a minha campanha para falar com o eleitor paraibano, porque eu sou um candidato que não representa essa velha política. Todos sabem, não é? Eu não sou desse ecossistema”, declarou. Na sequência, acrescentou: “Esse ecossistema tem todo tipo de bicho aí. Tem saprófita, tem parasita, tem todo tipo de coisa. E o paraibano está cansado”, disparou.
Ainda na entrevista, Marcelo Queiroga revelou que dará seu segundo voto para o Major Fábio, candidato ao Senado pelo Novo. Segundo ele, a escolha é pessoal e está relacionada ao posicionamento nacional do partido, que não estaria alinhado à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração ocorre no mesmo dia em que o apresentador Fabiano Gomes, do programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM, repercutiu o apoio do deputado federal Romero Rodrigues (Podemos) a Nabor Wanderley. Na avaliação do apresentador, o fato de Romero mencionar ter tomado a decisão com a “permissão de Cícero Lucena e Diogo Cunha Lima” acrescenta um novo elemento às articulações entre os grupos que disputam as duas cadeiras do Senado.




