Sede Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), em João Pessoa - Foto: Assessoria.

A juíza da 76ª Zona Eleitoral da Capital, Ângela Sales, reuniu, na manhã desta sexta-feira (14), forças de segurança e representantes de partidos políticos para alinhar a atuação durante a campanha eleitoral em João Pessoa. Os encontros ocorreram na Sala de Treinamento, no 4º andar do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), com foco na chamada política de rua. A primeira reunião, às 9h, contou com as forças de segurança; às 10h, foi a vez dos representantes partidários. A iniciativa busca antecipar conflitos e garantir que candidatos e eleitores cumpram as regras do pleito de 2026.

Segundo Ângela Sales, a legislação eleitoral e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelecem limites que precisam ser conhecidos e respeitados por todos. “É dever de todos saberem disso. E aqui a gente hoje se reuniu com as forças de segurança exatamente para planejamento operacional integrado e fixar, alinhar toda a conduta”, afirmou. A magistrada reconheceu que a polarização pode deixar a disputa mais acirrada, mas disse que a Justiça Eleitoral está preparada para agir diante de eventuais excessos. “As pessoas podem ter suas paixões, mas sempre no regramento da lei. Ninguém pode se exceder ao que a lei permite”, declarou.

O encontro contou com a participação do coronel Douglas, representando a Polícia Militar, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo as informações apresentadas na reunião, mais de 4,5 mil policiais serão empregados em todo o Estado durante o período eleitoral, com atenção especial à campanha e à propaganda nas ruas. Entre as principais preocupações estão a polarização política e possíveis interferências de facções criminosas. “Temos algumas preocupações em determinados municípios”, afirmou o coronel, citando Piancó, Bayeux e Itabaiana como cidades que receberão atenção reforçada das forças de segurança.

O coronel destacou que a Polícia Militar pretende atuar de forma ostensiva e imparcial para impedir qualquer tentativa de interferência criminosa no processo eleitoral. “A Polícia Militar estará ocupando esses espaços de modo a tentar coibir qualquer interferência relacionada à atuação das facções criminosas”, afirmou. Para Ângela Sales, o recado aos candidatos e eleitores é direto: a disputa pode ser intensa, mas deve permanecer dentro da lei. “Se praticarem crimes uns contra os outros nesse acirramento, responderão pelos crimes eventualmente praticados”, advertiu a juíza.

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