A educação foi um dos momentos mais acalorados do primeiro debate entre os candidatos ao Governo da Paraíba, realizado nesta sexta-feira (7), em João Pessoa. Ao questionar Efraim Filho (PL), o governador Lucas Ribeiro (PP) destacou o programa Conexão Mundo, que leva estudantes da rede pública a experiências internacionais. Lucas quis saber quais propostas o adversário pretende apresentar para ampliar as oportunidades dos jovens paraibanos, especialmente aqueles de famílias de baixa renda.

Na resposta, Efraim trocou o foco das viagens internacionais pela realidade das salas de aula e criticou a falta de professores na rede pública. “Primeiro de tudo, Governador Ribeiro. Eu ofereço professor nas salas de aula”, afirmou, citando o caso de uma mãe de Soledade que, segundo ele, denunciou a espera de seis meses por uma aula de Português para o filho. O candidato também criticou o abandono escolar, a falta de integração entre educação e mercado de trabalho e afirmou que a Paraíba tem a terceira pior taxa de analfabetismo do Brasil.

Lucas rebateu as críticas apresentando resultados recentes da educação estadual e afirmou que a Paraíba registrou o quinto maior crescimento do Ideb do país. “Nós somos Selo Ouro na alfabetização na idade certa. Saltamos de 56% das crianças alfabetizadas na idade certa para 70%”, declarou. O governador também citou o programa Primeira Chance, que oferece bolsas para estudantes realizarem estágios em empresas privadas, e defendeu a política salarial do magistério: “Na Paraíba, o professor ganha o sexto melhor salário do país e o segundo maior salário do Nordeste”.

Na tréplica, Efraim acusou o governador de “brincar com dados” e afirmou que, apesar do avanço citado por Lucas, a Paraíba ainda está abaixo da média nacional. “Falta professor na escola. Os concursados não foram chamados, você quebrou a sua promessa”, disparou. O candidato também prometeu ampliar o ensino integral, universalizar a oferta, climatizar escolas e atacou a estrutura das unidades no Sertão: “Como é que se pode conceber um aluno do Sertão, no pingo do sol de meio-dia, e não colocar um ar-condicionado?”.

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