O programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, debateu nesta sexta-feira (7) os efeitos políticos da escolha da senadora Daniella Ribeiro como primeira suplente de Nabor Wanderley na disputa pelo Senado. Durante a análise, os comentaristas avaliaram que a indicação fortalece o grupo dos Ribeiro, mas pode gerar desconforto entre aliados que vinham se aproximando da candidatura de Nabor, como lideranças ligadas a João Pessoa e Campina Grande.
A comentarista Dayana Lucas destacou que a escolha de Daniella tem peso estratégico para Nabor, mas também pode trazer consequências políticas. “Daniella é mãe de Lucas e, em Campina Grande, tem uma rivalidade política com Bruno. A escolha de Daniella foi muito boa para Nabor, mas ele poderá pagar um preço”, afirmou.
Ediney Oliveira lembrou que prefeitos como Leo Bezerra, de João Pessoa, e Bruno Cunha Lima, de Campina Grande, que estavam sendo apontados como possíveis aliados de Nabor, podem enfrentar dificuldades para apoiar uma chapa que tenha Daniella como integrante. “Como é que Leo hoje vai entrar numa chapa para apoiar Nabor tendo Daniella, que é a mãe do governador? A mesma questão é em Campina Grande. O impasse de Bruno sempre foi com Daniella e com Enivaldo. A relação dos dois sempre foi azedada”, comentou.
Durante o debate, os integrantes do programa também avaliaram que a composição pode ter reflexos além da eleição de 2026, influenciando as disputas municipais de 2028. A análise apontou que uma eventual chegada de Daniella ao Senado fortaleceria o grupo Ribeiro para futuras disputas políticas em João Pessoa e Campina Grande.
Ediney Oliveira destacou ainda a contradição que, segundo ele, pode surgir entre os movimentos de lideranças oposicionistas e o apoio a Nabor. “Bruno escolheu Efraim por quê? Porque é oposição ao governo do estado. Leo escolheu Cícero por quê? Porque é oposição ao governo do estado. Então, qual é a lógica de votar em Nabor votando na mãe do governador?”, questionou. Ao final, avaliou que a escolha fortalece o projeto governista, mas pode dificultar articulações de Nabor com setores da oposição. “Para dentro do grupo dele foi uma escolha, porque o governo vai colocar toda a força na candidatura de Nabor. Mas para as construções que ele vinha fazendo dentro da oposição, melou o caldo”, concluiu.





