Delegado Braz Morrone foi preso na operação.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apresentou nesta segunda-feira (3) uma segunda denúncia no âmbito da Operação Perfidus contra o delegado Braz Morroni e os agentes da Polícia Civil Everton Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito. Desta vez, os investigados foram denunciados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, além de outros quatro suspeitos apontados como integrantes do esquema criminoso.

Além dos três policiais civis, a denúncia inclui José Alexandrino de Lira Júnior, conhecido como “Júnior Lira”, João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral e Paulo Ricardo Barbosa de Souza, o “Galinha”. Na ação, o Ministério Público requer a condenação de todos os denunciados, a perda definitiva dos cargos públicos dos policiais envolvidos, o confisco dos bens apreendidos ou bloqueados durante as investigações e o pagamento mínimo de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, valor que, segundo o órgão, busca reparar prejuízos causados à moralidade administrativa, à segurança pública e à ordem social.

Esta é a segunda denúncia apresentada pelo MPPB no âmbito da Operação Perfidus. A primeira acusação, protocolada anteriormente, imputou ao delegado Braz Morroni e aos agentes Everton Aires e Eduardo Jorge os crimes de furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual, relacionados ao suposto desvio de drogas durante uma operação policial realizada em outubro de 2025. De acordo com o Gaeco, os investigados recebiam informações sobre depósitos de entorpecentes, desviavam parte da droga apreendida e registravam oficialmente apenas uma pequena quantidade do material.

A Operação Perfidus apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas dentro da estrutura da Polícia Civil da Paraíba. Durante a investigação, foram cumpridos nove mandados de prisão, 24 mandados de busca e apreensão e determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens dos investigados. Até a publicação da denúncia, a Rede Paraíba informou que tentou contato com as defesas de Braz Morroni, Everton Aires e Eduardo Jorge, mas não obteve retorno. Os demais denunciados não foram localizados.

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