Ex-comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba (PMPB), Coronel Sérgio Fonseca.

O ex-comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba (PMPB) e pré-candidato a deputado estadual, coronel Sérgio Fonseca, evitou entrar em confronto com o deputado estadual Walber Virgolino (PL) após as declarações do parlamentar sobre a filiação de policiais a partidos de esquerda. Em entrevista ao Portal Fonte83, nesta quinta-feira (30), Fonseca afirmou que sua prioridade continua sendo o fortalecimento da segurança pública e minimizou o debate político em torno do tema.

Ao comentar a repercussão, Sérgio Fonseca adotou um tom conciliador e afirmou que não pretende transformar o assunto em disputa ideológica. “Não vou entrar nesse debate. Meu compromisso é proteger as pessoas, combater a criminalidade e fortalecer a segurança pública. Transformar esse tema em disputa política ou ideológica desvia o foco do que realmente importa: garantir mais segurança para as famílias. Não faço da segurança uma bandeira ideológica, nem vou polemizar com quem deveria defender a mesma causa, independentemente de posição política”, declarou para a reportagem do Portal Fonte83.

O ex-comandante também ressaltou que a população espera resultados concretos das políticas de segurança e relembrou sua atuação à frente da corporação. “O cidadão quer resultados. Quer viver com mais segurança, e isso vale muito mais do que saber em quem um policial vota. Quando fui secretário e comandante, trabalhei em um governo no qual conquistamos avanços importantes para a segurança da Paraíba. É isso que considero prioridade. No cenário nacional, voto em Flávio Bolsonaro. Não voto no PT nem em Lula porque não acredito que o país avançará na segurança pública sob esse projeto”, concluiu.

A manifestação ocorre no mesmo dia que Walber Virgolino, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM, criticou policiais que ingressam em partidos de esquerda. Sem citar nomes, o deputado afirmou considerar incompatível que integrantes das forças de segurança defendam pautas de direita enquanto estejam filiados a legendas que, segundo ele, atuam contra os interesses das corporações policiais. O parlamentar também declarou que, em sua avaliação, policiais que seguiram esse caminho cometeram um erro político.

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