Governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), durante o programa Conversa com o Governador - Foto: Reprodução / Youtube.
O governador Lucas Ribeiro (PP) voltou a adotar um discurso de cautela ao tratar da definição do nome que ocupará a vaga de vice em sua chapa à reeleição. Durante entrevista, antes da plenária realizada em Campina Grande, na última terça-feira (28), ele afirmou que a decisão permanece em aberto e será construída em conjunto com os partidos que integram a base governista. “Eu acredito que ainda está em aberto essa decisão. A gente tá dialogando, vamos dialogar com todos os partidos, já estamos escutando. Vamos fazer isso em conjunto e com muita tranquilidade para que a gente possa fortalecer ainda mais esse projeto”, afirmou. A declaração reforça a estratégia adotada pelo governador desde o início das articulações eleitorais: evitar antecipar uma definição enquanto mantém abertas as negociações com os principais partidos da base. Nos bastidores, a disputa pela vaga é considerada uma das mais importantes da composição governista, já que o partido contemplado tende a ampliar seu peso político dentro da aliança nos próximos anos. O Republicanos aparece como um dos principais interessados em indicar o vice. A legenda, comandada no estado pelo ex-prefeito de Patos e pré-candidato ao Senado, Nabor Wanderley, reúne a maior bancada na Assembleia Legislativa e controla um número expressivo de prefeituras. Entre os nomes mais lembrados está o presidente da Casa, o deputado Adriano Galdino. Apesar da pressão do partido, Lucas tem evitado sinalizar preferência por qualquer nome. Outro partido que também reivindica espaço é o PT. A legenda oficializou apoio à candidatura de Lucas Ribeiro, mas condicionou a aliança à participação efetiva na construção do projeto e à possibilidade de ocupar a vaga de vice. A movimentação petista amplia o leque de opções do governador e transforma a definição em um delicado exercício de equilíbrio político entre as forças da base. Entre os nomes cotados está o vereador de João Pessoa, Marcus Henriques (PT). Além dessas duas legendas, outras siglas que integram ou se aproximam da base governista acompanham a discussão, embora com menor protagonismo. Uma delas é o PDT, da ex-secretária de Estado Rafaella Camaraense. Além disso, a recente oficialização do apoio do Podemos ao projeto de reeleição fortaleceu ainda mais o arco de alianças liderado pelo PP. Até o momento, porém, o partido não aparece entre os principais cotados para compor a chapa majoritária. O nome do deputado federal Ruy Carneiro chegou a ser cogitado. Lucas Ribeiro tem repetido que o principal critério para a escolha será o compromisso com o projeto político e administrativo do governo. Segundo ele, aspectos como representatividade regional, peso partidário e capacidade de fortalecer a campanha também serão considerados, mas a prioridade é encontrar um nome alinhado à continuidade da gestão. A expectativa é de que a definição aconteça apenas nos últimos dias do calendário eleitoral. O prazo final é 5 de agosto, data marcada para a convenção do Progressistas, quando a chapa deverá ser oficialmente homologada. Até lá, o governador deve intensificar as conversas com os aliados na tentativa de construir um consenso e evitar desgastes dentro da própria base, que disputa a vaga como um dos espaços mais estratégicos das eleições deste ano.
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