O advogado e pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL, Olímpio Rocha, rebateu nesta quinta-feira (16) as críticas de que utilizaria ações judiciais apenas contra adversários políticos da direita. O tema foi levantado durante entrevista, na qual ele foi questionado sobre a ausência de iniciativas semelhantes em casos envolvendo figuras ligadas à esquerda, como a Operação Calvário e as investigações relacionadas ao Hospital Padre Zé.
Ao responder, Olímpio afirmou que sua atuação jurídica não é movida por interesses partidários e destacou que considera o combate às irregularidades uma ferramenta em defesa da população. Antes de entrar no mérito da pergunta, o pré-candidato fez referência à rotina dos trabalhadores paraibanos. “Corajoso e destemido é o povo paraibano, que acorda cedo, enfrenta horas de transporte e trabalha o dia inteiro. Para mim, escrever uma petição e protocolar na Justiça é muito mais fácil”, declarou durante entrevista ao programa CBN João Pessoa, da rádio CBN Paraíba.
Questionado novamente se haveria seletividade na escolha dos alvos de suas ações, Olímpio negou a acusação. “Não sou seletivo nenhum, de jeito nenhum. Em relação à Operação Calvário, o STF já disse que aquilo é um caso clássico de lawfare”, afirmou. Em seguida, acrescentou que não se considera responsável por acionar judicialmente todos os agentes públicos investigados. “Eu não sou a palmatória do mundo. Quem quiser acionar os seus adversários políticos, que acione. Eu tenho meu lado político”, disse.
Ao ser provocado se admitia utilizar processos apenas contra adversários ideológicos, Olímpio voltou a negar e afirmou que suas ações têm como foco interesses coletivos. “De forma nenhuma. Eu utilizo as ações em favor do povo paraibano, da luta pela saúde e educação. Já derrubei Bolsonaro, já derrubei Hugo Motta, já derrubei Bruno Cunha Lima. Só está faltando, meu caro, Donald Trump agora. Se brincar, ele vai ser o próximo”, ironizou.
As declarações ocorrem dias após Olímpio protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), baseado em reportagens e áudios sobre suposta captação de recursos para uma produção audiovisual envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Recentemente, o pré-candidato também acionou a Justiça Eleitoral para questionar a carreata realizada durante a visita de Flávio Bolsonaro a Campina Grande, sob o argumento de possível propaganda eleitoral antecipada.



