Foto: Assessoria.

A corrida eleitoral de 2026 entra em uma de suas fases mais decisivas neste mês. Entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, partidos políticos e federações poderão realizar as convenções partidárias que oficializam os candidatos que disputarão as eleições de outubro. O período marca a transição das articulações de bastidores para a definição formal das chapas que estarão nas urnas.

As convenções são uma exigência da legislação eleitoral e representam um passo obrigatório para o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral. Somente partidos e federações regularmente registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) podem promover os encontros, que podem ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida, conforme decisão de cada legenda.

Durante as reuniões, as siglas escolhem os candidatos aos cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. Também são definidos aspectos relacionados às alianças para as disputas majoritárias, como presidente, governador e senador. Para as eleições proporcionais, como as de deputados, as coligações continuam proibidas.

Outro ponto que deve ser observado pelos partidos é o cumprimento da cota de gênero nas candidaturas proporcionais. A legislação determina que cada legenda tenha, no mínimo, 30% e, no máximo, 70% de candidatos de cada sexo. Ao final da convenção, é obrigatória a elaboração de uma ata contendo todas as deliberações, documento indispensável para o processo de registro das candidaturas.

Após a realização das convenções, os partidos terão até 15 de agosto para apresentar à Justiça Eleitoral os pedidos de registro dos candidatos. Além da documentação exigida, os escolhidos precisam atender aos requisitos legais, como filiação partidária, domicílio eleitoral, regularidade dos direitos políticos e idade mínima prevista para cada cargo.

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro. Os brasileiros irão às urnas para eleger presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. A análise dos registros pela Justiça Eleitoral será a etapa que confirmará quais candidatos estarão oficialmente aptos a disputar o pleito.

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