Prefeito Leo Bezerra (PSB), ex-governador João Azevêdo (PSB) e o ex-prefeito Cícero Lucena (MDB) na campanha de 2024 - Foto: Arquivo.

O ex-governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB) comentou nesta quinta-feira (2) as interpretações de que teria descartado votos do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB) e do prefeito Leo Bezerra (PSB). A declaração foi dada durante a 100ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), realizada no Convenções do Tauá Resort e Convention, na Capital.

Segundo Azevêdo, não houve qualquer manifestação no sentido de rejeitar apoio político. “Eu nunca disse isso, nem descartei o voto de ninguém. Essa interpretação foi criada por vocês. Não existe uma única frase minha em que eu descarte votos. Pelo contrário, sempre digo que é o eleitor quem escolhe o candidato, e não o candidato que escolhe o eleitor. Se Cícero Lucena quiser votar em mim, ele vota. Se Leo Bezerra quiser votar em mim, ele vota. E eu espero que eles votem. Nunca rejeitei o voto de quem quer que seja. A discussão era outra: um presidente de partido não pode trabalhar, ao mesmo tempo, para dois candidatos ao Governo do Estado. Você acha isso possível? É claro que isso não funciona. Esse era o ponto da discussão. Agora, dizer que eu descartei votos de alguém, isso nunca aconteceu. Essa foi uma interpretação criada por vocês”, afirmou.

Na oportunidade, o ex-governador ainda falou sobre as recentes declarações de Cícero Lucena sobre voto cruzado ao Senado. “Nas últimas eleições, essa questão do voto cruzado já começou a ganhar mais força. E, nesta eleição, isso deve continuar acontecendo. Afinal, trata-se de uma disputa que envolve deputados estaduais, deputados federais, dois senadores e governador. É muito comum que um prefeito, por razões históricas ou por uma parceria construída ao longo dos anos, apoie um deputado estadual de um partido diferente do seu. Da mesma forma, há prefeitos que votam em candidatos da chapa governista e também em nomes da oposição. Isso faz parte do processo eleitoral e vai continuar acontecendo”, justificou.

A declaração ocorre em meio a leituras políticas feitas após movimentações recentes no cenário local, incluindo o anúncio de apoio de Leo Bezerra a Cícero Lucena em um eventual projeto eleitoral. A movimentação gerou repercussões internas no PSB e alimentou interpretações sobre possíveis distanciamentos entre lideranças do grupo.

Nos bastidores, aliados avaliavam que declarações anteriores de João Azevêdo indicavam inviabilidade de alinhamento político com algumas lideranças municipais, o que ampliou o debate sobre a unidade do campo governista na Paraíba.

Em paralelo, outras articulações envolvendo nomes como o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos) também passaram a ser observadas no contexto de recomposição de forças políticas e possíveis alinhamentos para disputas futuras no estado.

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