O ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado Federal, Marcelo Queiroga (PL), elevou o tom das críticas contra o também pré-candidato ao Senado, Nabor Wanderley (Republicanos), durante entrevista concedida ao programa Correio Debate, da Rádio Correio FM, nesta quinta-feira (25).

Ao comentar o cenário da disputa pelo Senado na Paraíba, Queiroga questionou a relevância política de Nabor no debate nacional e classificou as movimentações em torno de sua candidatura como um exemplo da chamada “velha política”. “Em relação ao candidato Nabor, eu não vejo o candidato Nabor como um projeto nacional. Ele é alguém que tem ali a sua área de atuação, uma questão municipal da cidade de Patos, onde ele tem uma certa liderança”, afirmou.

Na sequência, o ex-ministro fez referência à relação política entre Nabor e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), filho do ex-prefeito de Patos. Segundo Queiroga, a tentativa de levar Nabor ao Senado representaria uma prática que, na sua avaliação, não atende aos anseios da população. “E aí vem a velha política, de que o filho quer colocar o pai no Senado. Para ficar um deputado, um senador. Isso não é bom para a Paraíba. Isso é a velha política”, declarou.

Queiroga também afirmou que os eleitores, especialmente os mais jovens, buscam um modelo diferente de representação política e questionou quais seriam as posições de Nabor sobre os principais temas debatidos em âmbito nacional. “Os eleitores, sobretudo os jovens, não querem isso. Qual é a posição desse candidato sobre os grandes temas nacionais? Eu desconheço. Acho até que durante o processo eleitoral ele vai mostrar”, disse.

O pré-candidato do PL ainda criticou a valorização de alianças políticas como principal argumento eleitoral e afirmou que esse modelo já não encontra respaldo entre os eleitores. “Essa história de que tem aliança com isso, tem aliança com aquilo outro, o povo da Paraíba e o povo brasileiro já deu cartão vermelho para isso”, concluiu.

Nabor Wanderley é um dos nomes cotados para disputar uma das vagas ao Senado na chapa governista e tem intensificado sua agenda política pelo estado ao lado do ex-governador João Azevêdo (PSB), também pré-candidato ao Senado.

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