Vereador de João Pessoa, Marcos Henriques (PT), durante entrevista à imprensa na CMJP - Foto: Dayana Lucas.

O vereador de João Pessoa, Marcos Henriques (PT), comentou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que tem entre os alvos o senador Jaques Wagner (PTBA), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado Federal. Antes da sessão da Câmara Municipal , em entrevista ao Portal Fonte83, o parlamentar defendeu a apuração dos fatos e afirmou que qualquer pessoa eventualmente envolvida em irregularidades deve responder perante a Justiça.

“Eu acredito que, se o ex-governador Jaques Wagner tiver envolvido com alguma coisa, ele tem que pagar. Diferente do que Bolsonaro protege os seus. Lula não. Ele diz: ‘Olha, a polícia está ali para investigar. Se realmente tiver constatado, ninguém vai estar passando a mão na cabeça de ninguém’”, declarou Marcos Henriques.

O vereador também rejeitou a tentativa de relacionar a investigação diretamente ao PT e ao Governo Federal. “O que não pode é jogar no colo do PT, do governo, a questão da corrupção do Banco Master. Você não pode jogar no colo do PT algum fato isolado. O presidente Lula disse: ‘Olha, se tiver errado, que pague’”, afirmou.

Questionado sobre o argumento levantado por setores da oposição de que o Banco Master teria ligação com integrantes do PT da Bahia, Marcos Henriques voltou a defender cautela e disse que a investigação deve seguir seu curso sem conclusões antecipadas. “A narrativa da esquerda é muito clara. O Banco Master foi criado no governo Bolsonaro. O Banco Master foi viabilizado através do presidente do Banco Central, Campos Neto. Os investidores do Banco Master são governadores da direita. Então, não tem nada que ligue ao PT”, declarou.

O parlamentar acrescentou que eventuais irregularidades cometidas por integrantes da legenda devem ser apuradas e punidas. “Agora, se alguém do PT fez alguma operação no Banco Master que não tenha transparência, a Polícia Federal está investigando e nós não temos problema nenhum. Todo partido tem pessoas que podem ser um ponto fora da curva. E quem fizer irregularidade tem que ser punido”, disse.

A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça envolvendo instituições financeiras. Além de Jaques Wagner, a PF também tem como alvo o banqueiro Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central em fevereiro. Os investigadores apuram suspeitas de que o senador teria atuado em favor de interesses ligados ao Banco Master no Congresso Nacional em troca de vantagens indevidas. Nesta fase da operação, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Bahia e São Paulo, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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