O secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social (SEDS), Jean Nunes, destacou os avanços obtidos pela política de segurança pública estadual e os investimentos em tecnologia, inteligência e efetivo policial durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM. As declarações ocorreram dias após o lançamento da Operação Paraíba Mais Segura, iniciativa que reúne forças de segurança em ações integradas de prevenção e combate à criminalidade em todo o estado.
Ao comentar a estrutura tecnológica utilizada pelas forças de segurança, o secretário ressaltou a implantação dos Centros Integrados de Comando e Controle e destacou que a estratégia priorizou inicialmente o interior paraibano. “Esse projeto foi pensado, gestado, executado e colocado em operação pelo governador João Azevêdo e pelo vice-governador Lucas Ribeiro. O primeiro centro não foi o da Capital, foi o de Patos. Depois inauguramos Campina Grande e, por último, João Pessoa, numa demonstração de que todo o estado importa”, afirmou.
Segundo Jean Nunes, a rede de monitoramento conta atualmente com cerca de 1.800 câmeras instaladas em pontos estratégicos definidos por análises criminais, além da integração com equipamentos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e outros órgãos. Ele destacou ainda a incorporação de 625 câmeras corporais utilizadas por policiais. “Isso nos dá uma capacidade de mobilidade muito maior, aumentando a visualização, o armazenamento de dados e as análises. Como resultado, a Polícia Militar consegue direcionar o policiamento de forma mais assertiva”, explicou.
O secretário também relacionou os investimentos em tecnologia e recursos humanos ao aumento da capacidade investigativa da Polícia Civil. “O maior concurso da história da Polícia Civil abriu 1.400 vagas. Foi um processo contínuo de formação e nomeação de servidores. Hoje chegamos a 70% de elucidação dos crimes violentos, um dos maiores índices do país”, declarou. De acordo com ele, os resultados refletem uma combinação de concursos públicos, capacitação profissional e modernização das estruturas de inteligência.
Ao apresentar números da criminalidade, Jean Nunes afirmou que a Paraíba registrou redução de 37% nas mortes violentas entre 2019 e 2025, em comparação com os sete anos anteriores. “Isso representa 2.611 vidas preservadas, pessoas que não foram mortas e famílias que não foram destruídas pela violência”, disse. O secretário acrescentou que os índices são reconhecidos nacionalmente e contribuem diretamente para o enfrentamento das organizações criminosas.
Outro dado destacado por ele foi o desempenho registrado nos primeiros meses de 2026. “Estamos vivendo os melhores cinco meses de toda a série histórica na redução de mortes violentas. Temos uma queda de 20% em relação ao ano passado”, afirmou. Jean Nunes também ressaltou a redução da violência contra as mulheres. “Temos 38% de redução nos feminicídios e 27% de queda nas mortes violentas de mulheres. São números relevantes e que colocam a Paraíba em posição de destaque nacional”, declarou.
Durante a entrevista, o secretário reconheceu que um dos principais desafios da gestão é transformar os indicadores positivos em maior sensação de segurança para a população. Segundo ele, a Operação Paraíba Mais Segura surge justamente com esse objetivo, ampliando a presença das forças policiais em áreas estratégicas e reforçando a proximidade com os cidadãos. “A operação busca ocupar territórios, aumentar a pressão sobre a criminalidade e fortalecer a interação com a população nos horários e locais em que ela mais precisa. Também estamos finalizando um projeto voltado para os transportes coletivos e pontos de ônibus, que será anunciado em breve pelo governador”, adiantou.
Lançada pela Secretaria da Segurança e da Defesa Social, a Operação Paraíba Mais Segura mobiliza efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Detran. Planejada com base em levantamentos estatísticos e análises de cenários criminais, a ação intensifica operações ostensivas, fiscalização, bloqueios policiais, atividades investigativas e o uso da inteligência. Entre os objetivos estão o combate aos crimes patrimoniais, ao tráfico de drogas, a apreensão de armas e entorpecentes e a recuperação de veículos roubados ou furtados, ampliando a presença do Estado e a proteção da população paraibana.




