O julgamento de Yuri Ramos Coutinho Nóbrega, acusado de matar a namorada Luanna Alverga Ramalho Barbosa com um disparo de espingarda, acontece neste momento no Fórum Criminal de João Pessoa. A sessão do Tribunal do Júri foi iniciada na manhã desta quinta-feira (11) e reúne acusação, defesa, testemunhas e os jurados responsáveis por decidir sobre a autoria e a materialidade do crime.
O caso remonta a 23 de julho de 2017, quando Luanna, então com 20 anos, morreu após ser atingida na cabeça por um tiro durante uma festa de aniversário realizada na residência do namorado, no Condomínio Arruda Câmara, no bairro do Róger, na Capital paraibana.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o disparo foi efetuado por Yuri Ramos utilizando uma espingarda calibre 20 pertencente ao tio dele, Ricardo Sérgio Coutinho Nóbrega. O fato teria ocorrido dentro da residência, na presença de outras pessoas que participavam da comemoração.
Desde o início das investigações, Yuri admitiu ter efetuado o disparo, mas sustenta que a morte foi resultado de um acidente. Em depoimentos prestados à Polícia Civil e posteriormente à Justiça, ele afirmou que acreditava que a arma estava desmuniciada e que não teve a intenção de atingir a companheira.
Ainda no dia do ocorrido, o acusado se apresentou às autoridades policiais para prestar esclarecimentos sobre o caso. A versão apresentada pela defesa, entretanto, foi contestada por elementos reunidos durante a investigação.
Um dos principais pontos analisados no processo é o laudo produzido pela perícia criminal. O documento concluiu que o disparo não ocorreu de forma acidental sob a ótica técnica. Segundo os peritos, houve acionamento do gatilho e a distância entre o cano da arma e a cabeça da vítima era de aproximadamente 50 centímetros, caracterizando um tiro a curta distância.
Além do exame pericial, o processo reúne laudos complementares, incluindo exames realizados no corpo da vítima, análises toxicológicas e informações obtidas durante a reconstituição dos fatos. Esses elementos integram o conjunto de provas que está sendo apresentado aos jurados durante o julgamento.
Ao longo desta quinta-feira, acusação e defesa devem expor suas teses no plenário. Ao final dos debates, caberá ao Conselho de Sentença decidir se Yuri Ramos Coutinho Nóbrega é culpado ou inocente pela morte de Luanna Alverga Ramalho Barbosa, em um dos casos de maior repercussão policial registrados em João Pessoa nos últimos anos.




