O deputado estadual Walber Virgolino (PL) comentou as investigações que resultaram na prisão do delegado Braz Morroni e de agentes da Polícia Civil suspeitos de integrar uma organização criminosa acusada de desviar drogas apreendidas em operações policiais para posterior comercialização ilegal.
Ao se posicionar sobre o caso, Walber defendeu que os investigados sejam responsabilizados caso as acusações sejam comprovadas, mas também cobrou rigor contra eventuais abusos durante a apuração. “Se eles estiverem errados que paguem. Agora se houver exagero, que essas pessoas também sejam punidas, porque não pode expor a honra de ninguém, nem expor a instituição tão séria que é a Polícia Civil”, declarou o parlamentar.
A operação que culminou nas prisões teve como base uma investigação que aponta a existência de um esquema envolvendo policiais civis e integrantes de uma facção criminosa. Segundo a decisão judicial que autorizou as prisões e mandados de busca e apreensão, integrantes do grupo seriam responsáveis por desviar entorpecentes apreendidos em ações policiais para revendê-los ilegalmente.
Entre os fatos citados na investigação está uma suposta tentativa dos agentes Everton Aires e Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como “Mão Branca”, de ocultar uma venda de drogas avaliada em R$ 18 mil para evitar o repasse de parte do valor ao delegado Braz Morroni. Conforme a decisão judicial, o dinheiro seria reinvestido no tráfico de drogas.
Ainda de acordo com os autos, conversas interceptadas e movimentações financeiras apontariam que Braz Morroni recebia repasses oriundos das negociações ilegais realizadas pelo grupo. A investigação também sustenta que o delegado utilizaria sua posição hierárquica para oferecer proteção institucional ao esquema criminoso.
Ao todo, nove pessoas foram presas durante a Operação Perfidus, realizada na última semana. Além dos mandados de prisão, a Justiça autorizou buscas, apreensões e o bloqueio de bens dos investigados.
Enquanto as investigações seguem em andamento, Walber Virgolino afirmou que é necessário aguardar a conclusão do processo para que haja responsabilização dos culpados, mas ressaltou que eventuais excessos também devem ser apurados para preservar a credibilidade das instituições de segurança pública.



