O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), presidente estadual da legenda na Paraíba, afirmou nesta segunda-feira (8) que pretende dialogar com parlamentares do partido que anunciaram apoio ao ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), para o Senado Federal. O emedebista defendeu alinhamento em torno da chapa de oposição que vem sendo construída para as eleições de 4 de outubro, encabeçada pelo ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), pré-candidato ao Governo do Estado.
Durante entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM, Veneziano atribuiu parte do movimento de apoio a outros nomes à ausência de definições anteriores dentro do próprio grupo político. Segundo ele, a estratégia agora será buscar a unificação das lideranças partidárias em torno do projeto eleitoral do MDB.
“Na ausência de quem estivesse ao nosso lado, terminou fazendo com que alguns dos nossos parceiros pudessem influir a outros nomes. Então a gente vai conversar de maneira elegante, de maneira parceira, de maneira comunheira, para que convençamos aos nossos companheiros a afirmarem em torno desse tripé”, declarou o senador.
A declaração ocorre em meio às movimentações desencadeadas após a janela partidária realizada em abril, que alterou significativamente a composição da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Ao longo do período, 19 deputados estaduais mudaram de partido, provocando uma nova configuração das forças políticas de olho na disputa de 2026.
Com as mudanças, o MDB ampliou sua presença no Legislativo estadual ao receber os deputados Camila Toscano, Tovar Correia Lima, Galego de Souza e Fábio Ramalho, todos oriundos do PSDB. A legenda também passou a contar com Hervázio Bezerra e Felipe Leitão, que deixaram o PSB, além de Caio Roberto, que se desfiliou do PL para ingressar no partido.
O fortalecimento da bancada consolidou o MDB como uma das principais forças da oposição no estado. Além da pré-candidatura de Cícero Lucena ao Governo da Paraíba, o partido passou a defender uma composição para o Senado formada pelo próprio Veneziano, que buscará a reeleição, e pelo deputado estadual André Gadelha (MDB).
Foi justamente a definição do nome de André Gadelha para a segunda vaga ao Senado na chapa oposicionista que provocou reações dentro da base emedebista. Nos últimos meses, alguns deputados e lideranças do partido passaram a manifestar apoio a Nabor Wanderley, ex-prefeito de Patos e integrante do grupo governista, cenário que levou Veneziano a reforçar o discurso de unidade e fidelidade partidária em torno do projeto eleitoral do MDB para 2026.
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