O líder da oposição na Câmara dos Deputados, o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL–PB), comentou nesta segunda-feira (1º) os possíveis reflexos do cenário nacional sobre a pré-candidatura do senador Efraim Filho (PL–PB) ao Governo da Paraíba. Durante entrevista, o parlamentar afirmou que a recente oscilação nas pesquisas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ) não compromete os planos do campo oposicionista para as eleições de outubro.
Ao analisar os levantamentos mais recentes, Cabo Gilberto reconheceu que houve desgaste político, mas avaliou que o cenário pode ser revertido ao longo dos próximos meses. Segundo ele, as oscilações fazem parte do processo eleitoral e não representam um fator determinante neste momento da pré-campanha.
“Claro que tem recuperação. Basta observar que as pesquisas recentes já estão estabilizando novamente, como a gente falou lá atrás. Então não tem problema nenhum, faz parte do debate, faz parte do desgaste. É óbvio que teve desgaste, eu não tô aqui querendo passar pano, nem tapar o sol com a peneira. É óbvio que teve desgaste. Mas nós iremos recuperar porque a verdade está do nosso lado”, declarou ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM.
A manifestação ocorre em meio à repercussão dos episódios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, além da divulgação de novos levantamentos sobre a corrida presidencial. O tema tem mobilizado lideranças políticas e alimentado discussões sobre os possíveis impactos do cenário nacional nas articulações estaduais para 2026.
Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que aparece com 40%. Em comparação ao levantamento anterior, Lula avançou dois pontos percentuais, enquanto o senador registrou queda de quatro pontos.
O estudo também apontou cenários de empate técnico entre Lula e os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema em eventuais disputas de segundo turno. A pesquisa é a primeira rodada do instituto divulgada após a repercussão das conversas atribuídas a Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, episódio que passou a integrar o debate político nacional e segue sendo acompanhado por lideranças da oposição e da base governista.



