Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta e o ex-deputado federal Eduardo Cunha

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta sexta-feira (22) o julgamento de ações que questionam mudanças recentes na Lei da Ficha Limpa. A decisão pode impactar diretamente as regras de inelegibilidade já para as eleições deste ano, influenciando quem poderá ou não disputar cargos eletivos.

As ações analisadas contestam alterações aprovadas pelo Congresso Nacional no ano passado que modificam a contagem do prazo de inelegibilidade, abrindo a possibilidade de redução do período em que políticos condenados ficam impedidos de concorrer.

A mudança legislativa beneficia diretamente nomes já citados no cenário político, como os ex-governadores Anthony Garotinho e José Roberto Arruda, além do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.

Nos bastidores, a expectativa em torno do julgamento tem provocado movimentações políticas em Brasília. Segundo informações publicadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o deputado federal Hugo Motta e Eduardo Cunha estiveram juntos na semana passada em um escritório na capital federal.

De acordo com relatos mencionados na coluna, a reunião teria tido como objetivo discutir estratégias relacionadas ao julgamento, incluindo a possibilidade de algum ministro pedir vista, o que poderia suspender a análise e adiar uma decisão final.

Em resposta, Hugo Motta afirmou, por meio de sua assessoria, que não tratou do julgamento da Ficha Limpa durante o encontro com o ex-presidente da Câmara. O parlamentar não detalhou a pauta da reunião.

Eduardo Cunha também negou qualquer articulação nesse sentido. Segundo ele, o encontro com Hugo Motta foi casual. “Apenas nos cumprimentamos, falamos umas bobagens e saí”, afirmou o ex-deputado.

O julgamento em curso no STF ocorre em um momento de atenção do meio político, já que a decisão da Corte pode redefinir critérios de inelegibilidade e influenciar diretamente o cenário eleitoral nos próximos pleitos.

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