O ministro Nunes Marques assume nesta terça-feira (12) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em uma transição que marca o início da preparação institucional para as eleições presidenciais de 2026. A cerimônia de posse está marcada para as 19h, em Brasília, e deve reunir representantes dos Três Poderes.
Entre as autoridades convidadas estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos–PB).
Nunes Marques sucede a ministra Cármen Lúcia, que conclui o mandato de dois anos à frente da Corte Eleitoral. A escolha segue a tradição do tribunal, baseada no critério de antiguidade entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que integram o TSE. O ministro André Mendonça ocupará a vice-presidência.
Nos bastidores do Judiciário e da política, a chegada de Nunes Marques ao comando da Justiça Eleitoral ocorre em um momento de crescente preocupação com o impacto da inteligência artificial no processo democrático. O tribunal aprovou recentemente regras para restringir o uso de conteúdos manipulados digitalmente, especialmente montagens e vídeos falsos produzidos por IA durante campanhas eleitorais.
A expectativa é de que a nova gestão tenha de agir com rapidez diante da disseminação de desinformação nas redes sociais e do avanço de tecnologias capazes de interferir no debate público em larga escala. O tema já mobiliza partidos, plataformas digitais e integrantes da própria Corte Eleitoral, que tratam o assunto como um dos principais desafios do próximo pleito nacional.
Natural de Teresina, no Piauí, Nunes Marques tem 53 anos e chegou ao STF em 2020, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Celso de Mello. Antes disso, construiu carreira no Judiciário Federal como desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, além de ter atuado como advogado e juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí.
O Tribunal Superior Eleitoral é formado por sete ministros: três oriundos do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo presidente da República. A Corte é responsável por organizar as eleições, julgar ações eleitorais e fiscalizar o cumprimento das normas que regem o processo democrático no país.
Após a cerimônia de posse, será realizado um coquetel reservado a convidados em uma casa de eventos da capital federal. O encontro será custeado por uma associação de juízes federais. Segundo informações da organização, os convites foram comercializados ao valor de R$ 800.




