O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), afirmou que permanece no União Brasil “por hora”, mas admitiu que vem sendo procurado por outras legendas em meio às mudanças no comando partidário na Paraíba e às movimentações para as eleições de 4 de outubro.
Durante entrevista ao programa CBN João Pessoa, da rádio CBN Paraíba, Bruno adotou tom cauteloso ao comentar a atual relação com o União Brasil após a chegada do deputado federal Damião Feliciano à presidência estadual da legenda. “Por hora, sim. Eu tenho uma boa relação, inclusive, com o doutor Damião, que assumiu a presidência estadual do União Brasil. Como eu não sou candidato nessa eleição, eu parto desse pressuposto”, afirmou.
O prefeito relembrou ainda o episódio vivido em 2022, quando deixou o PSD após intervenção partidária na legenda. “Eu fiz a mesma coisa na época com o PSD. Quando houve a intervenção no PSD em 2022, eu era prefeito no primeiro mandato filiado ao PSD. Na época, conversei com o presidente Kassab e ele disse: ‘Bruno, você tem prazo para cumprir de filiação agora?’ Eu disse que não. Então, assim como no direito, quem tem prazo tem pressa, quem não tem prazo não tem pressa”, declarou.
Sem antecipar uma decisão definitiva, Bruno afirmou que vai acompanhar os desdobramentos políticos antes de definir seu futuro partidário. “No meu caso, eu vou aguardar as cenas dos próximos capítulos”, disse.
Questionado sobre possíveis convites de outras siglas, o prefeito confirmou que já foi procurado por lideranças de diferentes partidos, entre eles o PL e o Podemos. “Eu já recebi alguns convites. O PL foi um dos. Recebi esse convite pessoalmente, inclusive, de Efraim e de outros filiados nacionais do partido. Recebi também o convite do Podemos, na pessoa do meu amigo, o ex-prefeito e deputado Romero Rodrigues”, afirmou.
Bruno destacou que recebeu as sinalizações de forma positiva, mas reforçou que qualquer decisão será tomada mais adiante. “A gente fica feliz com os convites, mas essa vai ser uma decisão para ser tomada um pouco mais à frente”, completou.
As declarações acontecem após a mudança no comando estadual do União Brasil, oficializada no fim de março. O deputado federal Damião Feliciano assumiu a presidência da legenda na Paraíba após a saída do senador Efraim Filho, que deixou o partido e se filiou ao PL.
A nova composição partidária registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inclui ainda Renato Costa Feliciano, filho de Damião, como primeiro vice-presidente; o deputado estadual Gilbertinho como segundo vice-presidente; e Maria Porto, primeira-dama de Bananeiras, como integrante da executiva estadual. Segundo os registros do TSE, a atual executiva estadual terá vigência até setembro deste ano.
A mudança encerrou uma disputa interna pelo controle partidário na Paraíba e consolidou um novo alinhamento dentro da federação formada por União Brasil e Progressistas (PP). Com a saída de Efraim Filho da legenda, o grupo ligado ao PP passou a intensificar a articulação em torno da pré-candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) ao Governo do Estado.
Nos bastidores, a indefinição sobre o futuro partidário de Bruno Cunha Lima é acompanhada de perto por aliados e lideranças da oposição, diante do peso político do prefeito de Campina Grande nas articulações para 2026.
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