O pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL, o advogado Olímpio Rocha, comentou nesta semana, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM, as investigações envolvendo o Banco Master e contratos firmados com escritório de advocacia ligado à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Na fala, Olimpio levantou questionamentos sobre a necessidade de apuração dos fatos e citou possíveis relações entre autoridades e contratos de grande valor financeiro. “Eles precisam ser investigados, se há indícios de malfeitos praticados, seja por ministros, seja por pessoas ligadas a eles”, afirmou.
O pré-candidato também comentou a atuação de órgãos de investigação e disse que o avanço das apurações depende do trabalho institucional de controle e fiscalização. “O governo tem dado as ferramentas necessárias para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal levarem essas investigações adiante e punirem responsáveis, se for o caso”, disse.
Olimpio Rocha fez referência ao contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes, que, segundo dados públicos e reportagens citadas na entrevista, teria movimentado valores superiores a R$ 80 milhões entre 2024 e 2025. “Um contrato de milhões como esse é, para dizer o mínimo, surpreendente”, afirmou.
Ele também mencionou o avanço das investigações e levantou a possibilidade de desdobramentos mais amplos. “Esse escândalo pode reverberar e, quem sabe, chegar até aqui na Paraíba. Não sobrará pedra sobre pedra”, declarou.
Contexto das apurações
Os pagamentos relacionados ao Banco Master foram reportados à Receita Federal e envolveram valores declarados em função de impostos retidos na fonte. Segundo informações já divulgadas na imprensa nacional, os repasses teriam ocorrido entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, com valores mensais vinculados à prestação de serviços jurídicos.
O caso também passou a ser citado em discussões no Congresso Nacional, onde há movimentação de parlamentares para aprofundar a investigação por meio de uma CPI relacionada a crimes financeiros.
Até o momento, não há conclusão pública sobre irregularidades no contrato citado.




